António Marcos é nome artístico de António Lodingue Matusse que nasceu a 10 de Julho de 1953 em Chiconela, terra dos Matusses em Xai-Xai, província de Gaza. Seu pai, Marcos Matusse, foi régulo daquela povoação, sua mãe Rosa Mugabe.

 

António Marcos viveu uma infância igual a de outros meninos da povoação: pastorear o gado.

 

Iniciou-se na música tocando latas que afugentavam macacos na machamba dos pais. Como na machamba o tempo custasse passar, "fabricou" uma viola de lata de óleo que ia tocando para os macacos que pululavam na referida machamba.

 

Embora a ideia nunca tivesse sido aceite junto dos progenitores (de tocar viola), António Marcos não arredou pé e prosseguiu com a "odisseia".

 

E apesar de ter nascido num ambiente de dificuldades, o autor de "Maengane", em 1959 a mãe lhe matricula e estudou na Escola Sagrado Coração de Jesus, na localidade de Chiconela em Xai-Xai. Em 1963, conclui 4ª. Classe, parando depois por não ter possibilidades de continuar. Nesse ano de 1963, empregou-se como doméstico nas lojas de Chiconela, a procura de melhores condições de vida para a sua familia.

 

No ano de 1963, um tio seu, em serviço nas minas da África do Sul, trouxe-lhe uma viola acústica de marca "Galton", nome que viria a baptizar a banda "Galtons", de que foi um dos fundadores com Aurélio Mondlane (falecido), Daniel Langa (irmão de Alexandre Langa) e Miguel Dimande, e mais tarde juntou-se o Ernesto Ndzevo. No mesmo ano, muda-se para Maputo, a procura de melhores condições de vida, na então cidade de Lourenço Marques (bairro da Mafalala, onde vive até hoje). Ao Longo dos anos experimentou varios oficios, mas nunca se separou da sua guitarra nem do canto.

 

E como era de calcular, não foi fácil obter um lugar a sombra... experimentou varias profissões, desde empregado doméstico, fabricante de calçado, desenhador e cortador de vestuário, marceneiro e talhador, mecânico, pintor e decorador. Mas António Marcos era um homem marcado pela sina da musica... e lá ficou. Até hoje.

 

Ainda. a procura de melhor condições de vida, esteve radicado anos a fio na África do Sul, onde enriqueceu a sua carreira ao cruzar-se com alguns nomes da música da terra do "rand".

 

Possui um riquissimo repertório musical. Alguns dos seus temas que são autênticas bandeiras, caso de "U Yo Pfumela", que gravou em 1989 e que mais tarde arrecadou um prémio na Rádio França Internacional-RFI em 1990.

 

Mas não é só da música que Marcos leva a vida. O boxe foi sempre a sua paixão. Foi durante anos praticante profissional da modalidade de boxe (onde teve o nome de António Marcos) e entrou nos ringues em 1967 no então Clube da Malhangalene. Em 1971 foi campeão da cidade da então Lourenço Marques nos leves ligeiros, e em 1980 campeão da cidade de Maputo dos leves ligeiros, conquista assim duas medalhas de ouro na modalidade.

 

A primeira gravação de “Antóninho Maengane” foi em 1973 nos estudios 1001, e editada em 1976 pelo Instituto Nacional do Livro e do Disco (INLD). Foi regravada nos anos 80 e mais tarde reeditado em 2002 e ganhou no mercado nos princípios de 2004, duas décadas passadas, a música já com uma nova roupagem e muito bem trabalhada, mas sem alterar a letra.

 

Em Março de 2005 se tornou no primeiro artista moçambicano a editar na J&BRecording em forma de DVD (Versatil Video Disc).

 

Em 2006 teve um novo trabalho discográfico, intitulado “Waguia-tilo” e foi editado pela Vidisco Moçambique. O disco faz parte na colecção “Tsan Tsan Tsan”, que ele inicou em 2005 para juntar os seus melhores trabalhos, entre sucessos já conhecidos e inédtos.

 

António Marcos produziu em 2006 um DVD com imagens meio rural. O meio periurbano, ainda que não destacado, aparece no DVD através do bairo da Mafalala, onde reside, e Guava, zona de expansão urbana de Marracuene.

 

Em 2007, Antóno Marcos lança um albm onde teve uma participação efectiva, numa produção sua que durou seis meses e editada pela Vidisco , tocando vários instrumentos, na qualidade de músico versátil.

 

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